
A chuva molha
a rua XV passa
bela
Como é incomodo ficar dentro de casa, fechado por paredes, vendo o sol apenas pela transparência opaca das janelas. O inverno não acabou, parece que ele se tornou secular, nem as manhãs eu tenho prezado mais. A madrugada me consome, aliás, eu consumo a madrugada. Em silêncio posso escutar todos os medos, enfim, assim termino o dia, cansado, sem medo, com uma lentidão digna de uma tarde de segunda.
É um tédio, não fosse um prédio, ali parado, comovido com a cena. Encena a realidade e volta a realizar.
Agosto sem gostopingo´s na calçadaecos desafinados.
Parafrasenado eu, em agosto, como um cachorro não louco.